F A Q - Perguntas Frequentes
Abaixo estão algumas perguntas freqüentes dos leitores respondidas por Luizinho Bastos.
Qual o seu processo criativo? Como surge a inspiração?
Qual o livro seu que mais gostou e existe algum poema ou texto preferido?
É verdade que o brasileiro não gosta de ler?
Você tem alguma herança literária na família?
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Descobri minha vocação literária na adolescência, produzindo textos na escola e na igreja participando de grupos de jovens. Com o tempo aprendi a falar em público. Eu declamava poemas nas missas, nas festas e as pessoas pediam para escrever mensagens sobre datas comemorativas. Na escola, ensaiava peças de teatro com meus colegas de classe. Eu também escrevia letras de música, mas com o passar dos anos que realmente nasci para a literatura. É por isso que sempre digo: tudo que vivo é motivo para escrever. Escrevo para fazer as pessoas felizes.
Qual o seu processo criativo? Como surge a inspiração?
Todo escritor é um observador do cotidiano e a sensibilidade é a ferramenta para começar a criar a obra. Eu tento captar tudo que está ao meu redor: o silêncio, uma imagem, um fato, uma emoção, um bate-papo informal, uma cena que me emociona ou me traz indignação, etc. Sou uma pessoa extremamente sensível. Muitas vezes quando estou trabalhando uma idéia, começo a caminhar para rascunhar o tema na minha mente. Uma caneta sempre me acompanha e conforme flui a inspiração, eu anoto as palavras. Mas só depois, totalmente isolado e concentrado, é que desenvolvo o texto. Uma observação que deve ser esclarecida: tudo depende também do estado de espírito. Às vezes fico uma semana sem escrever sequer uma linha, mas repentinamente descubro a “veia da criação” e sou capaz de escrever um livro em poucos dias.
Qual o livro seu que mais gostou e existe algum poema ou texto preferido?
Costumo dizer que o livro que eu mais gostei é aquele que está prestes a ser lançado. Sempre o livro novo é o mais bonito como se fosse um novo amor que está nascendo. Minha trajetória é dramática e emocionante. Todos os livros que lancei até o momento foram muito importantes. Cada um deles tem uma história específica. Minha vida não teria sentido nenhum sem publicá-los. E com relação ao texto que preferido que gosto de declamar, também é difícil dizer. Meu repertório é vasto. Nas palestras e recitais que apresento, seleciono minuciosamente conforme o público, o tema e a situação atual. Também gosto muito de declamar letras de músicas, por exemplo: letras do Djavan, Milton Nascimento, Almir Sater, Vinicius de Moraes e Toquinho, Roberto Carlos, Zélia Duncan, etc.
É verdade que o brasileiro não gosta de ler?
Mentira. Se o brasileiro não gostasse de ler, eu não conseguiria divulgar e vender os meus livros da forma que fiz e faço até hoje. Nesses 15 anos de carreira, descobri que as pessoas apreciam literatura de diversos gêneros e admiram o universo imaginário dos autores. Nada é mais gratificante para um autor do que ver o interessante pela leitura por uma criança, um jovem, uma mulher e um cidadão comum, além da emoção de ver seus olhos brilharem ao comentar uma obra ou citar autores conhecidos. O escritor precisa passar a mensagem ideal ao público, principalmente aproximando-se dele. O contato do escritor com o público é fundamental para difundir a obra, o livro publicado. Infelizmente criou-se essa desculpa sem nexo, sem lógica. Compreendo que existem algumas dificuldades devido a um processo histórico que desestimulou o acesso à cultura juntamente com questões políticas e comerciais que precisam ser questionadas para que cada vez mais cresça o número de leitores, facilitando o acesso aos livros de todos os gêneros. O governo precisa também tomar as devidas medidas e providências. Mas o universo editorial é infinito, é fabuloso e repleto de obras maravilhosas. Existem atualmente muitas escolas e oficinas de literatura espalhadas pelo Brasil. Em todas as minhas atividades culturais, reforço a proposta de que todos cultivem o hábito prazeroso da leitura. A gente joga a semente e com o tempo percebe os expressivos resultados. O profissional da literatura precisa criar estratégias para conquistar seus leitores. É lógico que o marketing das editoras também é muito importante, afinal, uma mão lava a outra. É assim que formamos novos cidadãos-leitores.
Sou católico e devoto de Santa Rita de Cássia.
Tenho. Sou fã incondicional de Charles Chaplin. Tudo que eu vejo do genial e imortal “Carlitos” compro ou trago para mim, até mesmo cartões-postais, fotos. Divirto-me muito ao ver os filmes dele e percebo que ele foi um gênio, um ser humano muito evoluído no seu tempo de vida. Outra personalidade que me marcou muito e que admirarei por toda a minha vida é o Papa João Paulo II. Fico emocionado só de lembrar da serenidade, generosidade e sabedoria desse homem de Deus.
Você tem alguma herança literária na família?
Não. Sou o único que exerce a profissão de escritor na minha família que é imensa. Meus pais são baianos e acredito que dessa veia nordestina nascem muitos artistas. Tenho o privilégio de ser gerado por eles. Certa vez minha mãe me disse que há muitos anos, houve um parente que escrevia versos, mas não publicou nada e eu nem o conheci. Minha mãe também diz que durante sua infância escrevia vários versos e mostrava para sua professora na escola, lá no sertão da Bahia. Creio que não é por acaso que descobri minha vocação literária. Quem sabe futuramente virá mais um escritor ou escritora na família.
Obra do autor
Vocação de Infinito
Planeta Jovem e seus Horizontes – Livro de poesia que enfoca o universo dos adolescentes e jovens, apontando horizontes para realização de nobres ideais: Jovem de Bem com a Vida, Semente do Amanhã, Ouse, Jogo Aberto num Papo de Esquina (sobre as drogas), Andanças,
Soneto
Soneto da Amizade
Se um bom coração é casa de acolhida
e nas almas gêmeas flui intimidade,
luz e simpatia geram amizade,
sentimento mágico como a vida.
E zelando-a como tesouro eterno,
conselhos... segredos a todo instante,
paz e calor, abrigo aconchegante,
sincera energia, carinho fraterno.
Não há distância, nem separação,
natural bem querer, fidelidade,
aliança de espontânea união.
Sem fronteiras, afável liberdade...
e as diferenças são iguais no perdão,
no belo prazer do dom da amizade.
Curiosidades
Você sabia que Luizinho Bastos já vendeu livros nos lugares mais absurdos e inimagináveis?
- Pois é. Luizinho Bastos teve a proeza de publicar de forma independente 13 livros seguidos. Mesmo tendo empregos paralelos à literatura, precisou criar estratégias para divulgar e vender seus livros em palestras, cursos, viagens, etc. O autor teve a ousadia de vender livros em favelas, bares, boates, hospitais, restaurantes e churrascarias, clubes, nos ônibus enquanto viajava, nos programas de rádio que apresentou, durante longas caminhadas a pé debaixo de sol e de chuva, no nordeste do Brasil (Ceará e Bahia) e agora não se assuste! Certa vez, Luizinho Bastos vendeu cinco livros durante um velório. Puxa! O que um escritor não faz para vender sua obra? Mas tudo isso com muito amor à arte. É por isso que o autor tem leitores em todo o Brasil e até no exterior.
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